Schalke 04 rescinde contrato de patrocínio com a Gazprom
28-02-2022 - 12:59
 • Renascença com Lusa

Clube da II Liga alemã já tinha retirado patrocínio das camisolas, devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. Agora, desvincula-se da exportadora russa de gás natural.

O Schalke 04 rescindiu o contrato de patrocínio com a Gazprom, empresa russa de produção e distribuição de energia, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, anunciou esta segunda-feira o clube da segunda divisão alemã de futebol.

“O conselho de administração do Schalke 04, em consonância com o conselho de supervisão, decidiu rescindir o contrato com a Gazprom antes da data de vencimento”, anunciou o clube de Gelsenkirchen, que foi despromovido na época passada ao segundo escalão, em que ocupa o quinto lugar.

Na quinta-feira, perante a escalada da ofensiva, o Schalke 04 anunciou que tinha retirado dos equipamentos oficiais todas as referências à Gazprom, patrocinador principal desde 2007 e a maior exportadora mundial de gás natural, cuja maioria do capital social é detida pelo Estado russo.

No sábado, a equipa masculina do Schalke 04 surgiu em campo, frente ao Karlsruher, com um autocolante com o nome do clube em cima do habitual letreiro da Gazprom.

O contrato com a gigante russa, que também patrocina a Liga dos Campeões, prolongava-se até 2025 e proporcionava um encaixe anual de nove milhões de euros ao clube alemão, valor que poderia aumentar para 15 milhões em caso de subida à divisão principal.

“A capacidade financeira do clube não será afetada por esta decisão”, assegurou o Schalke 04, assinalando que “a direção acredita que poderá apresentar muito em breve um novo patrocinador”.

No fim de semana, o Borussia Dortmund, clube da Bundesliga, cuja cidade dista 25 quilómetros de Gelsenkirchen, deixou a entender que poderia prestar ajuda financeira ao Schalke 04, na eventualidade de uma rotura com a Gazprom.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.