Xi conclui visita a Lisboa. Entre os compromissos está compra de dívida com moeda chinesa
05-12-2018 - 17:10
 • Susana Madureira Martins com redação

Depois de visita de dois dias a Lisboa, Presidente chinês congratula-se com "melhor momento" das relações entre Portugal e China.

Terminou esta quarta-feira a visita oficial do Presidente da China, Xi Jinping, a Portugal.

No encerramento dos encontros, Xi fez questão de dar destaque ao acordo político firmado com o primeiro-ministro português, António Costa, referindo que Portugal e China estão muito empenhados na promoção e aprofundamento da estratégia de reforço do apoio e cooperação em organizações como a ONU. O objetivo, explicou o Presidente chinês, é salvaguardar o multilateralismo e o comércio livre, promover a paz e a estabilidade mundial.

Mas nem só de política se fez a visita. No caso da intervenção de António Costa, o chefe do Governo português escolheu centrar-se nos acordos assinados entre empresas dos dois países e destacar o acordo entre o Banco da China e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) com vista à emissão de títulos de dívida pública portuguesa em moeda chinesa.

"A agência de notação chinesa classificou a dívida portuguesa como elegível para emissão de dívida em 'panda bonds', o que é de interesse mútuo para a diversificação das fontes de financiamento da economia portuguesa mas também para colaborarmos na internacionalização do renminbi", destacou o primeiro-ministro.

Desta forma, a visita do Presidente chinês, a primeira de um chefe de Estado do gigante asiático desde a vinda de Hu Jintao em 2010, abre a porta a novos investimentos criados de raiz.

"O protocolo assinado entre a COFCO e a AICEP permitirá não só criar 150 novos postos de trabalho em Portugal mas sobretudo termos uma entidade de serviços partilhados para apoiar a instalação em Portugal de novas empresas chinesas", sublinhou Costa.

Após as intervenções, as duas delegações sentaram-se para um almoço que serviu para finalizar a visita de Xi Jinping a Portugal e o seu périplo pela Europa e América Latina, voltando à China após destacar que a relação com Portugal está "a atravessar o seu melhor momento".