JMJ. “Igreja, Câmara, Governo e Presidente da República ficam mal nesta história”
28-07-2023 - 11:45
 • André Rodrigues , Olímpia Mairos

Henrique Raposo critica os ajustes diretos para as obras da JMJ. “Ninguém fez nada a tempo. E é um pouco triste, porque esta obra é fundamental, porque é acabar o Parque das Nações”, diz.

“A Igreja, a Câmara, o Governo e Presidente da República ficam mal nesta história”, diz o comentador d’As Três da Manhã, a propósito da notícia que dá conta que praticamente 80% das adjudicações para as obras relacionadas com a JMJ foram feitas nos últimos 7 meses, e cerca de metade dos contratos públicos, realizados nos últimos 30 dias, foram feitos sem concurso público.

“É inacreditável como é que isto acontece. Sabíamos que íamos receber um milhão de miúdos desde 19, e ninguém fez nada a tempo”, critica, acrescentado que “o Medina não fez nada, enquanto foi presidente da Câmara, o Governo chutou sempre para canto, o Presidente da República não apertou, não colocou isto na agenda”.

“Depois aparecem as construtoras de sempre (…). É sempre a mesma história, porque não se faz as coisas com tempo e com transparência. Isto não é física quântica”, atira.

Para Henrique Raposo, tudo isto “é inconcebível”, porque se sabia, desde 2019, que a Jornada ia acontecer.

“Já são 4 ou 5 anos e ninguém fez nada a tempo. E do Governo parece que houve sempre má vontade de ajudar um evento católico. Se não queria, não aceitassem o início”, observa.

O comentador da Renascença assinala ainda que chegámos a 2022 “com o Ricardo Leão de Loures e o Carlos Moedas, acabados de chegar às câmaras, com tudo por fazer”, reforçando que tal “é inacreditável”.

Na visão de Henrique Raposo, “ninguém fez nada a tempo. E é um pouco triste, porque esta obra é fundamental, porque é acabar o Parque das Nações”.

Já em relação à Igreja, diz que esta “adormeceu e não quis pagar o que tinha que pagar. Confiou que o Governo e as autarquias se iam chegar à frente”.