"Alcançai-nos a paz". Papa reza pelos países em guerra
05-08-2023 - 13:57
 • Renascença

Foi publicada nas redes sociais do Papa Francisco o fim da oração que se esperava que fosse lida no final da recitação do Terço, em Fátima, esta manhã.

O Papa Francisco rezou, este sábado, pelos países em guerra e pede a Maria que "alcance paz".

Nas redes sociais oficiais do Vaticano, foi publicado o fim da oração que era previsto que o Papa tivesse lido no Santuário de Fátima, esta manhã. No excerto, Francisco reza pelos países em guerra.

"Ó Maria, nós Vos amamos e confiamos em Vós. E agora de novo nos entregamos a Vós. Com coração de filhos, Vos consagramos as nossas vidas, todas as fibras do nosso ser, tudo o que temos e somos, para sempre. Nós Vos consagramos a Igreja e o mundo, especialmente os países em guerra. Alcançai-nos a paz. Vós, Virgem do Caminho, abri sendas onde parece que não há. Vós, que desatais os nós, desfazei os emaranhados do egoísmo e os laços do poder. Vós, que nunca Vos deixais vencer em generosidade, encheinos de ternura, colmai-nos de esperança e fazei-nos saborear a alegria que não passa, a alegria do Evangelho. Amen", pode ler-se.

A Jornada Mundial da Juventude tem sido aproveitada para várias menções à guerra na Ucrânia. Esta manhã, em Fátima, o bispo de Leiria-Fátima e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) evocou este sábado a guerra na Ucrânia, para sublinhar que o Santuário de Fátima se identifica profundamente com as preocupações de paz do Papa Francisco.

Na sexta-feira, o Papa anunciou que está a ponderar a nomeação de um representante permanente para servir de ponte entre Ucrânia e Rússia. Principal objetivo é garantir que crianças ucranianas regressam às suas famílias.

Este sábado, o Papa tem ainda na agenda uma Vigília com os Jovens no Parque Tejo, a partir das 20h45 da noite.

O porta-voz do Vaticano disse que o Papa preferiu improvisar e não ler o discurso que tinha preparado, este sábado, no santuário de Fátima por decisão própria. O esclarecimento de Matteo Bruni surge após Francisco ter saltado e improvisado alguns discursos.

"O Papa decide mudar o seu discurso como pastor perante os fiéis que estão à sua frente", explicou Matteo Bruni, que esclareceu que não se trata de um problema de visão.