Sínodo da Família. Igreja quer deixar de ser “agência de serviços”
25-09-2015 - 19:41
 • Paula Costa Dias

A conclusão do sínodo terá a ver com a importância que a família deve desempenhar nas comunidades cristãs e a forma como a Igreja terá de passar a encará-la.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) alertou para a possibilidade das conclusões do Sínodo da Família não corresponderem às expectativas criadas pela pressão mediática.

D. Manuel Clemente lembrou que o Papa tem-se pronunciado com uma "clareza meridiana", por exemplo, no repúdio da ideologia do género e em relação à vida humana, desde a concepção à morte natural e na sua fase de gestação e questionou: "Porque é que as pessoas não lêem tudo?"

"Desiluda-se quem tem ilusões. Não peçam a bispos católicos, nem ao primeiro deles - ao sucessor de Pedro -", que assumam programas que não são os deles, disse nas Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, que terminaram em Fátima,

A conclusão do sínodo terá a ver com a importância que a família deve desempenhar nas comunidades cristãs e a forma como a Igreja terá de passar a encará-la. Segundo o Cardeal Patriarca, o sínodo "reforçará acima de tudo a centralidade activa da família na comunidade cristã", o que “tem muitíssimas consequências na organização das nossas comunidades e na incidência da nossa acção pastoral”, já que “na generalidade dos casos não é isto que acontece”.

As paróquias "para deixarem de ser agências de serviços religiosos terão de passar a ser famílias de famílias no sentido mais activo do termo", sublinhou.

D. Manuel Clemente será um dos delegados portugueses na assembleia de bispos que aconselha o Papa. Sínodo decorrerá de 4 a 25 de Outubro no Vaticano.