Incêndios. Fuzileiros ajudam a vigiar florestas
24-10-2017 - 09:23

Acção teve início às 8h00 de domingo nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro e termina às 20h00 de quinta-feira.

Mais de 60 fuzileiros vão até quinta-feira realizar acções de dissuasão e prevenção contra incêndios em Portugal continental no âmbito do apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), segundo a Marinha Portuguesa.

A Marinha informa, no seu site, que a acção dos militares da Marinha teve início às 8h00 de domingo nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro e termina às 20h00 de quinta-feira.

“No âmbito do apoio da Marinha à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), para a realização de ações de patrulhamento dissuasor e preventivo contra os incêndios, encontram-se empenhados fuzileiros nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro”, é indicado.

Das 13 patrulhas, oito estão no distrito de Faro, três em Setúbal e duas em Portalegre.

De acordo com a Marinha, as patrulhas foram solicitadas pela ANPC através do Estado-Maior-General das Forças Armadas e envolvem até ao momento 61 fuzileiros e 17 viaturas.

Militares têm apoiado no combate

No domingo, o Exército também tinha anunciado que os militares iriam efectuar até quinta-feira 71 patrulhas de vigilância e dissuasão em 87 concelhos de 15 distritos do território continental.

Em comunicado, o Exército refere que as patrulhas correspondem a uma “solicitação efectuada pela Protecção Civil”, e vão envolver, “diariamente, 284 militares de 25 unidades do Exército”.

Os militares têm apoiado no combate aos incêndios, assim como em acções de proteção das populações.

No passado dia 16, cerca de 380 militares do Exército e 60 viaturas participaram em operações de vigilância, rescaldo e evacuação de locais afectados pelos incêndios, em dez concelhos do território continental.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em Junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.