Centro de vacinação "drive-thru" no Porto à espera autorização
19-05-2021 - 21:39
 • Lusa

Equipamento que está pronto deste fevereiro e que vai permitir inocular até 2.000 pessoas por dia.

A Câmara do Porto continua aguardar aprovação para operacionalizar o Centro de vacinação drive-thru, a instalar no Queimódromo, equipamento que está pronto deste fevereiro e que vai permitir inocular até 2.000 pessoas por dia.

A informação foi prestada pelo vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo, após a assinatura do memorando de entendimento com o Centro Hospitalar Universitário de São João, esta tarde na Câmara do Porto.

"Cabe à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) fazê-lo, mas, até ao momento, a entidade presidida por Carlos Nunes vai mantendo o silêncio", afirmou o vereador, citado numa nota na página no município.

Aquele responsável lamentou que alternativas que são válidas estejam "a ser desperdiçadas", reforçando que esta valência seria uma mais-valia para diminuir a pressão do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Também o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, considerou que este modelo dá mais garantias na "prevenção do desperdício [de vacinas]", rentabilizando os recursos humanos e as doses disponíveis, agora cada vez em maior número. .

O autarca observou ainda que alguns centros de vacinação na cidade - a maioria localizados em escolas - têm gerado constrangimentos de trânsito nas imediações, problema que não se colocaria no caso do centro de vacinação drive-thru, no Queimódromo (Parque da Cidade).

"No dia em que quiserem [task-force], colocaremos à disposição", sintetizou o presidente da Câmara do Porto.

Segundo a autarquia, na assinatura do memorando de entendimento foi ainda abordada a questão das cadeias de valor, com o presidente do conselho de administração do Hospital São João, Fernando Araújo, a anuir com Rui Moreira quanto à necessidade de rever este circuito.

A assinatura do memorando de entendimento relativo ao centro de vacinação drive-thru, já tinha sido aprovada, por unanimidade do Executivo Municipal, no passado mês de abril.

Em Portugal, morreram 17.013 pessoas dos 843.278 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.