Prata de Diogo Ribeiro nos Mundiais de natação traduz "novo paradigma"
24-07-2023 - 18:25
 • Luís Aresta , José Barata

A natação portuguesa está finalmente a competir para obter resultados, fruto de "um trabalho sistemático nos últimos anos", declara António José Silva, presidente da Federação.

O paradigma dos resultados desportivos na natação portuguesa está a mudar. É esta a convicção do presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN), em consequência da medalha de prata conquistada por Diogo Ribeiro nos 50 metros mariposa nos Campeonatos do Mundo, em Fukuoka, no Japão.

Nunca um nadador português se sagrara vice-campeão do mundo. António José Silva, presidente da FPN, confessa orgulho, e não apenas pelo feito histórico do jovem nadador português.

“Estamos todos orgulhosos, do trajeto, do resultado, do percurso e, acima de tudo, daquilo que conseguimos, que é mudar o paradigma dos resultados desportivos da natação portuguesa, que sempre foi a competições para participar e agora vai para competir e obter resultados. É disso que estamos orgulhosos”, declara, numa entrevista a Bola Branca.

“O Diogo é a cereja no topo de um bolo muito apetitoso, que é um conjunto de resultados, fruto de um trabalho sistemático na natação portuguesa nos últimos anos”, concretiza António Silva.

Confrontado pela Renascença sobre a possibilidade de Diogo Ribeiro dar mais alegrias aos portugueses, o presidente da FPN diz não ter dúvidas de que tal irá acontecer e explica porquê.

“O Diogo tem qualidades excecionais, uma mentalidade competitiva excecional e quando vai para a competição é para ganhar. É um nadador muito novo; numa prova de velocidade, em que a potência dos músculos requer uma certa maturidade muscular e uma certa idade, o Diogo, em tenra idade, consegue-se bater, como se viu hoje, com nadadores com outra maturidade competitiva”, sublinha António José Silva, certo de que o jovem nadador de 18 anos, “como outros nadadores nacionais, podem alcançar grandes resultados desportivos no palco das grandes competições internacionais”.

Na primeira vez em que entra num Mundial do escalão sénior, Diogo Ribeiro, atleta do Benfica, escreve história na natação portuguesa, com o segundo lugar na final dos 50 metros mariposa em Fukuoka.

Diogo Ribeiro melhora o quinto lugar de Alexandre Yokochi nos 200 metros bruços em Madrid 1986. Depois disso, Ana Barros, oitava nos 50 costas em Perth 1991, tinha sido a outra finalista portuguesa em Mundiais de natação.