Trapalhadas na TAP? Pedro Nuno Santos diz que “foi um processo de sucesso”
18-01-2024 - 17:07
 • Ricardo Vieira

“Não fui eu que demiti a antiga CEO da TAP”, afirma o líder do PS e antigo ministro.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, rejeita as críticas da oposição de “trapalhadas” na TAP e fala num “processo de sucesso” e numa empresa que passou de prejuízos a lucros.

Questionado sobre os argumentos da companhia aérea para rejeitar indemnizar a antiga CEP da TAP, Pedro Nuno Santos não entra em detalhes, diz que a decisão de demitir Christine Ourmières-Widener não foi sua e que a recuperação da empresa se deve ao esforço de todos.

“Não fui eu que demiti a antiga CEO da TAP. O que vamos ouvindo sobre os contratos de gestão, infelizmente, a maioria dos gestores públicos não os têm. Isso não é responsabilidade dos ministérios setoriais. A cada um as suas [responsabilidades]”, disse o líder do PS, aos jornalistas, em Ílhavo.

Pedro Nuno Santos saiu em defesa da decisão do Governo de nacionalizar a TAP e diz que os resultados estão à vista.

"Sobre a TAP, nós vamo-nos perdendo em casos que existem sempre e existirão sempre, num processo que foi um processo de sucesso. Estamos a falar de uma empresa que estava parada, que quando assumi funções como ministro dava prejuízos de 100 milhões de euros. E deixamos a empresa saudável a dar lucro. Se todos os outros políticos que vão falando conseguissem estes resultados nós estaríamos muito melhores em Portugal", declarou.

O líder socialistas considera que "não há factos novos sobre a TAP" e que este foi um dos dossiers "mais escrutinados" do Governo.

A TAP diz que a ex-CEO, Christine Ourmières-Widener, “nunca foi trabalhadora da companhia”, pois teria de ter assinado um de dois contratos de gestão, o que nunca aconteceu.

Na contestação submetida pela defesa da TAP no processo em que a gestora francesa reclama uma indemnização de quase seis milhões de euros pela forma como foi despedida da transportadora, lê-se que o vínculo com a ex-CEO era “precário e poderia cessar a qualquer momento”, porque “nunca” foi assinado qualquer contrato de gestão com os acionistas da companhia e com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o que viola o Estatuto do Gestor Público.