22 jul, 2024
Ursula von der Leyen foi reeleita para mais cinco anos à frente da Comissão Europeia por uma sólida maioria no Parlamento Europeu. O seu lema tem sido juntar todos aqueles que são pró-Europa, pró-Ucrânia e pró-Estado de direito.
Esse desígnio será contrariado por forças situadas na própria UE; refiro-me às manobras pró-Rússia do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. E Ursula von der Leyen também deverá contar com a provável reeleição de Trump, em novembro próximo.
A presidente da Comissão Europeia não se tem cansado de denunciar as iniciativas anti-europeias de V. Orbán. Este não gosta da integração política europeia e favorece abertamente a Rússia de Putin, que continua a apostar que os países da UE se cansem de ajudar a Ucrânia a repelir o invasor.
Mas o mais sério desafio que Ursula von der Leyen terá neste seu novo mandato de cinco anos chama-se Donald Trump. Este não é propriamente um entusiasta da NATO; e o seu candidato a vice-presidente, o senador J. D. Vance, é um opositor feroz da ajuda à Ucrânia.
Ursula não mencionou este problema, mas apontou claramente uma tarefa imperiosa para a UE: “chegou o momento de construir uma verdadeira União Europeia de Defesa”. Não é uma novidade, pois em 1952 chegou a surgir a Comunidade Europeia de Defesa. Só que os votos gaullistas e comunistas rejeitaram este projeto de defesa comum na Assembleia Nacional francesa.
Mas os tempos mudaram. E os europeus não podem ficar dependentes do que possa acontecer nos EUA; têm agora que tratar a sério da sua própria defesa.