03 set, 2024 - 15:27 • Reuters
Um ano depois do devastador terramoto que atingiu Marrocos nas montanhas do Alto Atlas, apenas cerca de mil casas das 55.000 em reconstrução foram reconstruídas, segundo dados do governo, enquanto milhares de pessoas continuam a viver em tendas sob um calor extremo no verão e um frio gelado no inverno.
O sismo de magnitude 6,8, o mais mortífero em Marrocos desde 1960, ocorreu a 8 de setembro de 2023, provocando a morte a mais de 2.900 pessoas e danificando infraestruturas vitais.
Destruiu muitas aldeias com casas tradicionais de tijolos de barro, pedra e madeira áspera, específicas das montanhas do Atlas de língua Amazigh.
Na última semana, os habitantes locais do epicentro do terramoto, Talat N Yacoub, protestaram contra o ritmo lento da reconstrução, exigindo mais transparência na distribuição da ajuda e mais investimento nas infraestruturas e nos serviços sociais da área empobrecida.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, em comunicado, até agora, 97% das famílias estão a receber ajuda governamental gradual para a reconstrução e 63.800 famílias atingidas pelo terramoto estão a receber uma doação estatal mensal de 2.500 dirhams (cerca de 230 euros).
No geral, Marrocos planeia gastar cerca de 11 mil milhões de euros num plano de reconstrução pós-terramoto que inclui a modernização das infraestruturas ao longo dos próximos cinco anos.
As perdas económicas provocadas pelo terramoto representaram 0,24% do PIB de Marrocos em 2023 de acordo com um estudo do Centro de Políticas para o Novo Sul.