28 out, 2024 - 10:44 • Sérgio Costa com Lusa
Os níveis de gases com efeito de estufa atingiram um novo máximo em 2023. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) revela que a situação compromete o planeta com o aumento das temperaturas durante muitos anos.
De acordo com o relatório divulgado esta segunda-feira, o dióxido de carbono (CO2) está a acumular-se na atmosfera mais rapidamente do que em qualquer momento da existência humana, aumentando mais de 10% em apenas duas décadas.
"Mais um ano. Mais um recorde. Isto deveria fazer soar o alarme entre os decisores políticos”, alertou a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, durante a apresentação do relatório. A responsável pela lembrou, ainda, que “estamos claramente atrasados em relação ao objetivo estabelecido no Acordo de Paris sobre o Clima de 2015".
Em 2015, os países concordaram em limitar o aquecimento global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, e até a 1,5°C, se possível. No entanto, os investigadores mostram uma realidade oposta.
Os incêndios, uma possível redução na absorção de carbono pelas florestas e as elevadas emissões de CO2 provenientes de atividades humanas e industriais são os principais fatores para o aumento dos níveis de gases com efeito de estufa.
Enquanto as emissões continuarem, os gases com efeito de estufa continuarão a acumular-se na atmosfera, aumentando as temperaturas, lamenta agência para o ambiente da ONU.
O relatório da OMM é divulgado a duas semanas do arranque da próxima cimeira das Nações Unidas sobre o clima (CIP29), que se irá realizar entre 11 e 22 de novembro em Baku, no Azerbaijão.