13 jan, 2016 - 12:17 • André Rodrigues
A associação das Unidades de Saúde Familiar (USF) considera que faltam enfermeiros e funcionários administrativos para acelerar a reforma dos cuidados de saúde primários.
A criação das USF começou há uma década, mas só pouco mais de metade da população tem acesso. "Nós só fazemos cobertura a 60% do país. Temos seis milhões de portugueses cobertos pelas USF. São 10 milhões, faltam-nos quatro milhões”, aponta João Rodrigues, presidente da associação.
Há actualmente mais de 400 unidades em funcionamento, mas do universo das 50 autorizadas pelo anterior ministro da Saúde, Paulo Macedo, em 2014, há ainda 20 candidaturas a USF que aguardam promulgação para iniciar funções.
Com o novo Governo, João Rodrigues espera que se abra um novo ciclo de desenvolvimento. Para este responsável, os sinais dados pelo actual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, são positivos.
"O primeiro sinal foi a nomeação de um coordenador nacional para a reforma do Serviço Nacional de Saúde centrado nos cuidados de saúde primários e isto dá-nos garantias de que iremos iniciar um novo ciclo nesta nova legislatura."
A associação recomenda ao executivo que aposte na criação de USF, para que daqui a quatro anos os cuidados de saúde de proximidade cheguem a toda a população.