13 ago, 2021 - 18:31 • Lusa
Os trabalhadores da empresa de confeções Dielmar têm salvaguardado o salário do mês de agosto e o respetivo vínculo de trabalho, enquanto o Ministério da Economia e o administrador da insolvência trabalham o processo, foi anunciado esta sexta-feira.
"Foram dadas todas as informações que recolhemos [sindicato] ao longo desta semana nas reuniões que tivemos [com o ministro da Economia e com o administrador da insolvência] e foi transmitido aos trabalhadores que, efetivamente, vão ser salvaguardados os salários do mês de agosto e enquanto decorrer o processo", afirmou aos jornalistas, Marisa Tavares, do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa.
A sindicalista falava após uma reunião com os trabalhadores da Dielmar, junto às instalações da empresa, em Alcains, no concelho de Castelo Branco.
"Foi essa a informação que demos aos trabalhadores. Está tudo, neste momento, a ser trabalhado por parte do Ministério [da Economia] em conjunto com o administrador [da insolvência]. Queremos acreditar que é garantido, como é óbvio, mas sempre com alguma cautela", sublinhou a presidente do Sindicato.
Indústria têxtil
Trabalhadores da empresa de confeções de Alcains m(...)
Marisa Tavares afirmou que os trabalhadores não se vão apresentar na empresa no dia 18 de agosto, data em que terminavam o período de férias, como inicialmente estava previsto acontecer, caso não houvesse uma solução.
A dirigente sindical espera que a resolução de todo o processo da Dielmar "seja rápida" e que "tenha um bom desfecho".
"Os trabalhadores têm que estar disponíveis para, em qualquer momento que sejam chamadas, virem a trabalhar", concluiu.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa tinha manifestado a sua satisfação, na quarta-feira, após a garantia deixada pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, em salvaguardar os postos de trabalho na Dielmar.
Fundada em 1965, em Alcains, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava atualmente mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.
A Dielmar pediu a insolvência no passado dia 2 de agosto, tendo o Juízo de Comércio do Fundão da Comarca de Castelo Branco declarado a insolvência da empresa no dia seguinte.