12 jan, 2024 - 12:02 • Olímpia Mairos
O Conselho Intermunicipal da CIM das Terras de Trás-os-Montes manifesta-se preocupado com o encerramento do serviço de urgência médico-cirúrgica do hospital de Mirandela e com as restrições operacionais verificadas com o helicóptero do INEM.
Reiterando que não pode ser colocado em causa a proteção na saúde, a CIM defende a reabertura imediata do serviço de urgência médico-cirúrgica de Mirandela e reivindica a reposição das condições de funcionamento do Helicóptero do INEM.
Em comunicado enviado à Renascença o organismo lembra que “a existência de serviços de saúde de proximidade e qualidade é fator decisivo para aferir o grau de desenvolvimento de um território” e que a “proteção da saúde é um direito consagrado constitucionalmente, sendo dever do Estado assegurar a equidade na prestação e acesso aos cuidados”.
A CIM, que representa nove dos 12 concelhos do distrito de Bragança, assinala ainda que “uma resposta rápida pode significar a diferença entre salvar ou perder uma vida”, destacando que “as populações da zona sul do distrito de Bragança estão privadas do serviço de urgência médico-cirúrgica que funcionava no Hospital de Mirandela”.
Tal situação obriga as pessoas a recorrer ao Hospital de Bragança, uma vez que é nesta unidade que se mantém em funcionamento o único serviço de urgência médico-cirúrgica existente no território.
Os autarcas recordam que o encerramento provisório da urgência médico-cirúrgica de Mirandela já se “mantém há três meses, não havendo data prevista para a reposição do normal funcionamento”.
O Conselho Intermunicipal da CIM das Terras de Trás-os-Montes realça que “a este cenário se vem juntar as restrições operacionais do helicóptero do INEM sediado em Macedo de Cavaleiros, após este ter sido trocado, no início do ano, por um modelo de maior porte”.
“Tal impossibilita a aterragem nos heliportos dos hospitais de Bragança e Mirandela e no heliporto de Massarelos, uma vez que não possuem certificação para tal”, lê-se no documento.