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CDS diz que primeiro-ministro corrigiu discurso sobre incêndios

25 dez, 2017 - 23:03

O primeiro-ministro afirmou, na tradicional mensagem de Natal, que a prioridade do Governo em 2018 será "mais e melhor" emprego e prometeu, "naquilo que é humanamente possível", total empenhamento para evitar novas tragédias com incêndios.

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O CDS-PP registou, na mensagem de Natal do primeiro-ministro, “uma correção” do discurso de António Costa sobre os incêndios, mas lamentou a ausência de compromissos quanto à estabilidade da legislação laboral e a políticas de atração de investimento.

“Em primeiro lugar, o CDS regista uma correção do primeiro-ministro em relação a outras intervenções recentes de balanço designadamente na matéria dos incêndios, que foi o que mais marcou o país e que desta vez o primeiro-ministro relevou na sua intervenção”, destacou o porta-voz do CDS-PP João Almeida, numa reação à mensagem de Natal de António Costa.

O primeiro-ministro afirmou, na tradicional mensagem de Natal, que a prioridade do Governo em 2018 será "mais e melhor" emprego e prometeu, "naquilo que é humanamente possível", total empenhamento para evitar novas tragédias com incêndios.

António Costa dedicou toda a primeira parte da mensagem de Natal às tragédias ocorridas com os incêndios em junho e em outubro deste ano, dizendo que o Governo nunca esquecerá "a dor e o sofrimento das pessoas, nem o nível de destruição" provocado por estas catástrofes.

Para o porta-voz do CDS-PP, registam-se ainda “muitas insuficiências e muitas indefinições” em matéria de incêndios, apontando que há “muita gente que ainda não sabe quando vai ter a sua casa reconstruída, muita gente que não sabe quando a sua empresa vai voltar a laborar como antes” e, sobretudo, o facto de as famílias das vítimas mortais ainda não terem recebido o valor genérico predefinido para as indemnizações.

O deputado do CDS-PP considerou ainda que o primeiro-ministro falou “muito vagamente” sobre o que há a fazer no futuro em matéria de prevenção de incêndios, lembrando que o partido apresentou propostas concretas, como a criação de um estatuto fiscal para o interior, que não mereceram aprovação.

Já sobre a parte do discurso de António Costa relativa à situação económica e financeira do país, João Almeida salientou que os atuais resultados “são profundamente influenciados pela conjuntura internacional” e, a nível interno, por “cativações pouco transparentes” que não permitiram que o Estado “desempenhasse as suas funções de forma eficaz” em áreas como a saúde e educação.

“O CDS considera que devia ter havido neste discurso maior detalhe sobre questões essenciais para que estes resultados conjunturais possam transformar-se em algo de estrutural. Para isso era importante que tivesse havido um compromisso de estabilidade na legislação laboral, e não houve, e também um compromisso sobre políticas que atraiam o investimento”, referiu.

Manifestando concordância com a prioridade ao emprego definida por António Costa, o porta-voz do CDS voltou a afirmar que a descida do desemprego começou ainda que essa redução do desemprego começou no anterior executivo.

“É preciso que o Governo esteja à altura em situações como a Autoeuropa, que é uma preocupação profunda e representa muitos postos de trabalho diretos e indiretos, e nunca viveu uma situação de instabilidade como atualmente”, alertou.

Sobre o facto de o primeiro-ministro ter afirmado que o país se libertou da austeridade e conquistou a credibilidade, João Almeida contrapôs que “a austeridade começou com o Partido Socialista e começou a acabar com o Governo anterior”, do PSD e CDS-PP.

“Esse discurso do fim da austeridade não tem tradução, por exemplo, na saúde com o aumento dos pagamentos em atraso […] ou na enorme confusão na administração pública quanto à reposição das carreiras”, apontou.

Para 2018, João Almeida assegurou que o CDS manterá “uma oposição firme” e continuará “o trabalho de construção de uma alternativa para as próximas legislativas”, nomeadamente através da iniciativa ‘Ouvir Portugal', em que os democratas-cristãos estão a ouvir vários setores da sociedade civil.

Comentários
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  • paio
    27 dez, 2017 tancos 12:36
    Olha rapazinho: O POVO está farto de discursos, discursos da treta feitos por uma ciganagem (com o devido respeito pelos verdadeiros ciganos ) , que nada mais fazem do que venderem banha da cobra e todos a ver quem melhor engana o povo. O que vocês precisam, é que o povo venha para a rua e vos comece a dependurar em árvores e varandas.
  • Rui
    26 dez, 2017 Lisboa 21:06
    Acho que o cds vai passar o ano de 2018 a falar dos incêndios desde daí não falam de mais nada, ficaram bloqueados.
  • portugues
    26 dez, 2017 portugal 18:28
    O cds e psd, não valem mesmo nada, quando tiveram no governo empobreceram o povo, deram cabo da saúde, retiraram os vencimentos, pensões , enfim deram cabo do país, hoje levam o tempo a criticar o governo por fazer o contrário da politica deles.
  • António dos Santos
    26 dez, 2017 Coimbra 13:47
    Perdeu uma oportunidade de estar calado! A raiva é muito má conselheira. Recomendo que vá levar a injecção contra a raiva. E já agora, vá ver a porcaria que fez a sua presidentezinha nas florestas.
  • troc
    26 dez, 2017 evora 11:35
    O Sr Almeida é muito parecido com o Sr Arménio Carlos, profissionais da politica e do tacho, tudo está mal e nada está bem .

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