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Jerónimo critica “opção política” de preferir contratar a dar aumentos

13 mai, 2018 - 18:53

Líder comunista lembra que não falta dinheiro para pagar uma dívida “que não é pagável”.

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O secretário-geral do PCP critica o primeiro-ministro por preferir contratar funcionários públicos a dar aumentos salariais, ironizando que "é uma opção política" e que continua a haver dinheiro para "pagar uma dívida que não é pagável".

A crítica de Jerónimo de Sousa foi feita no encerramento de um debate sobre "Crianças e pais com direitos", na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Lisboa, em que fez a defesa de medidas estatais no apoio aos jovens pais, que, admitiu, precisa de investimento.

"Dizem-nos: têm razão, mas não há dinheiro", improvisou Jerónimo de Sousa no seu discurso, comentando a entrevista do primeiro-ministro, António Costa, ao Diário de Notícias, em que disse preferir contratar funcionários públicos a avançar com aumentos salariais, como pretendem PCP e Bloco de Esquerda.

O secretário-geral comunista afirma que Costa, "ao mesmo tempo que afirma não ser possível um justo aumento salarial para quem não recebe aumentos há nove anos", garante, ao mesmo tempo, que "não faltarão 35 mil milhões de euros para uma dívida [do país] que não é pagável sem ser negociada".

Para já não falar, afirmou, "dos que, para a banca, há sempre uns milhares de milhões de euros para acudir aos desmandos dos banqueiros".

"O problema não está em não haver dinheiro. O problema está na injustiça da sua distribuição e na falta de investimento. Não é por falta de dinheiro, é por opção política", afirmou.

Quase duas horas depois de debate, Jerónimo de Sousa encerrou os trabalhos, para defender políticas integradas para a família, de estímulo à natalidade ou combate à precariedade.

Jerónimo de Sousa propõe reduzir o horário de trabalho para as 35 horas semanais, por exemplo, e "aumentar o tempo das licenças de maternidade e paternidade para 180 dias pagos a 100%, divididos por decisão livre do casal", bem como o alargamento das licenças obrigatórias, da mãe para nove semanas e do pai para 30 dias".

Para apoiar crianças e pais, e porque "as crianças também precisam de tempo", os comunistas também sugerem a criação de um plano nacional de ocupação de tempos livres, em substituição das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC).

O secretário-geral comunista terminou, nas suas palavras, com "uma frase de notável sensibilidade" do líder histórico dos comunistas, Álvaro Cunhal: "O amor pelas crianças, a luta para lhes assegurar tudo quanto necessitam no presente e para lhes assegurar o futuro, é parte inalienável do progresso e da luta dos comunistas."

Comentários
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  • a
    14 mai, 2018 portugal 09:35
    Este PCP e BE são mesmo bolas de ping pong. Não são firmes aos valores dos seus partidos. Caso contrário nunca teriam aceite uma missão para continuamente aceitarem as medidas do dia a dia do governo PS com quem tanto discordam. Isto tudo é uma palhaçada!
  • manuel
    14 mai, 2018 lisboa 00:16
    conversa de ervanario. acaba por votar ao lado do PS senão é cilindrado

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