27 abr, 2024 - 18:00 • Aura Miguel
O Papa Francisco vista este domingo a cidade de Veneza. O programa intenso está concentrado numa só manhã, e inclui cinco discursos.
Pelas 7h00 (hora de Lisboa) Francisco aterra de helicóptero na ilha de Giudecca, em Veneza, e encontra-se com as reclusas do complexo prisional que ali existe.
Pouco depois, visita a Bienal de Veneza e o pavilhão da Santa Sé, cujo curador é o cardeal Tolentino de Mendonça. Ainda nesta ilha está prevista uma saudação do Papa às autoridades e aos artistas. É a primeira vez que um Papa visita esta exposição internacional.
No final deste encontro, o Papa dirige-se num barco rápido de patrulha até à basílica de Santa Maria da Saúde para mais um encontro com jovens e depois atravessa uma ponte flutuante que o leva até à Praça de São Marcos.
É a primeira vez que um Papa vai à Bienal de Vene(...)
Neste lugar emblemático, o Papa preside à eucaristia e, só no final da celebração, entra na famosa basílica para venerar as relíquias de São Marcos.
O regresso ao Vaticano está previsto para meio-dia (hora de Lisboa).
O pavilhão da Santa Sé na Bienal deste ano tem como título “Com os meus olhos”. Para o cardeal Tolentino, este tema ajuda a perceber a escolha de um lugar tão inesperado como é uma prisão, como forma de “chamar a nossa atenção sobre a importância do modo como responsavelmente, concebemos, exprimimos e construímos o nosso conviver social, cultural e espiritual.”
Face ao predomínio do digital e ao triunfo das tecnologias que propõem um olhar diferido e indireto, a iniciativa da Santa Sé, “ver com os meus olhos”, sublinha a necessidade de se envolver na realidade, “não como espectadores, mas como testemunhas”.
O objetivo é também “juntar a experiência religiosa à experiência artística: nenhuma das duas desiste de valorizar a implicação total e anticonformista do sujeito”, disse recentemente D. José Tolentino, num encontro com os jornalistas no Vaticano.